Satélites Artificiais e o Lixo Espacial

No passado dia vinte e um do mês de junho, no auditório da Escola Secundária Daniel Sampaio, a turma do décimo A no âmbito do DAC (Domínio de Autonomia Curricular), realizou um debate subordinado à problemática da importância dos satélites espaciais e o consequente aumento do lixo no espaço. Neste DAC participaram as disciplinas de Português, Física e Química A e Biologia e Geologia, e contou também com a presença do professor da disciplina de Filosofia, convidado a assistir ao evento.

     Aos alunos foram previamente atribuídas várias personagens das quais faziam parte um astronauta, um astrofísico, um advogado perito em direito espacial, a Presidente da Agência Espacial Europeia, um engenheiro aeroespacial, um membro da Greenpeace, e algumas personali-dades políticas, nomeadamente, o Exmº  Srº. Presidente da República, entre outras.

      O debate foi orientado por dois moderadores, que contaram com a colaboração de dois jornalistas de canais televisivos de notícias. O jornalista da CMTV, com a sua interpretação, gerou momentos de grande diversão, ao interagir com as personagens que faziam parte do público. Deste fazia parte uma estudante, uma reformada muito engraçada e uma professora de físico-química, entre outros. A liberdade de escolha das personagens, permitiu momentos de diálogo e argumentação que contribuíram para a criação de momentos divertidos e enriquecedores.

    Antes do debate, os alunos tiveram de efetuar uma pesquisa sobre o tema, nomeadamente as vantagens que os satélites espaciais trouxeram para a nossa vida atual e a consequente e crescente acumulação de lixo espacial nas órbitas em redor do nosso planeta.

    Visto que este tema é de extrema relevância, ficam aqui algumas conclusões obtidas pelas pesquisas dos alunos:

  Os satélites artificiais são equipamentos feitos pelo Homem e colocados em órbita ao redor da Terra ou de qualquer outro corpo celeste.

  O lixo espacial é constituído por objetos que se encontram em órbita ao redor da Terra, como por exemplo, restos de naves espaciais e satélites deixados para trás após o seu tempo de vida útil.

   Desde 1957 foram lançados 9456 satélites, ou seja, aproximadamente 150 por ano.

    Em 2017 existiam 4653 satélites em órbita dos quais 1738 estavam ativos e em 2020 existiam 5744 satélites em órbita dos quais 2666 ativos. Podemos ver assim que nos últimos 3 anos foram postos 1109 satélites em órbita, dos quais 55% estão inativos e constituem agora lixo espacial.

    Alguns dos principais riscos associados à presença deste lixo espacial são, por exemplo, a reentrada na Terra com posterior queda na superfície terrestre e a possível colisão com satélites ou mesmo com a estação espacial internacional.

   Atualmente, várias organizações espaciais, NASA e ESA, entre outras, têm-se dedicado a procurar soluções de modo a prevenir a acumulação de detritos espaciais na órbita terrestre. Impõe-se também a criação de uma legislação internacional que dite as regras do envio destes equipamentos para o espaço e a obrigatoriedade da sua recolha ou destruição após cumprirem o seu objetivo.

Carolina Rodrigues

João Neto

10ºA